Entenda o mercado de Private Equity no Brasil

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Realizar investimentos em uma empresa pode vir acompanhado de diversos mecanismos, sendo uma escolha importante e que pode fazer toda a diferença no momento das tomadas de decisão. Embora existam diversas opções de investimento, o private equity se destaca como o mais utilizado e, por vezes, mais seguro.

Por se tratar de um investimento privado, o private equity dispensa a necessidade de se utilizar o mercado de ações, sendo realizado o aporte de maneira fechada e entre empresas que não possuem seu capital de giro aberto. Sendo assim, para se investir nessa frente, o empresário deve conhecer muito bem as necessidades e anseios do seu empreendimento, formando uma relação de win-win ao longo do tempo.

O private equity também vem projetando bons números no Brasil, a expectativa é que em breve ele se torne a principal forma de investimento no país. Saiba agora um pouco mais sobre esse mercado.

Por que o mercado de Private Equity tem tudo para dar um salto no Brasil?

Investir e lucrar com o mercado de ações requer experiência por parte dos acionistas. Isso se deve ao fato de que, ao atravessar uma crise econômica global, a bolsa de valores pode sofrer oscilações graves que comprometem o ganho com essas divisas. Tal fato pode ser acompanhado atualmente com a crise financeira impulsionada pela pandemia do novo coronavírus.

Com o desemprego em alta, diversas multinacionais têm tido mais cuidado ao investir, mirando em empreendimentos novos e que tem tudo para liderar o mercado empresarial nos próximos anos, algo que vem sendo parte do anseio brasileiro também.

Diante ao avanço nos debates da Reforma da Previdência – mesmo ainda sendo um tópico sensível e em atraso –, a expectativa é que o Brasil abra caminho para uma “explosão” de novos empreendedores, algo que atrai os investimentos em private equity e pode ser um motor econômico de retomada para o país.

Segundo dados da McKinsey, o Brasil já conta com 39% da sua população empreendendo em algum setor importante para a economia, sendo um dado expressivo e que pode explicar as projeções positivas do private equity no país para os próximos anos.

Entre essa porcentagem destacada pela McKinsey, encontram-se os negócios que nasceram e evoluíram totalmente online, e que viram suas reservas de mercado aumentarem durante as medidas de lockdown.

Embora já sendo tendência para o futuro, o e-commerce surpreendeu a todos com a sua grande performance e atraiu potenciais investimentos dentro desse modelo de negócio, auxiliando a sua inovação e praticidade – características importantes para quem deseja apostar em um negócio por conta própria.

Projeção positiva ainda é vista com certo desdém entre empresários

Mesmo que os números das pesquisas falem em progresso e vantagens para o private equity no Brasil, alguns empresários e especialistas temem o roubo de protagonismo para outros países emergentes, segundo o CEO global da Alcoa Alain Belda.

Ainda em 2019, Belda se reuniu com 35 presidentes e líderes empresariais e expressou suas considerações para o futuro do private equity no Brasil. Segundo o empresário, que já conta com mais de 40 anos de experiência, a oscilação econômica do país é grave e o período de recessão pode afastar potenciais parceiros econômicos.

Outra questão que pode balançar o potencial do private equity no Brasil é a insegurança jurídica, para Belda há um risco para os investidores apostarem em fundos transnacionais devido a alta volatilidade da moeda e finaliza alegando que realizar esse tipo de acordo implica no companheirismo e sinceridade empresarial antes do valor do cheque.

Nesse panorama, é possível perceber que as dificuldades se tornam ainda maiores para o pequeno empreendedor cujo capital pode não atrair de imediato bons investidores no ramo do private equity. Nesse caso, entidades brasileiras apontam para a necessidade de possuir habilidades de inovação para atrair esses investimentos.

Sucesso das fintechs

O private equity já colhe bons frutos pelo mercado financeiro, boa parte disso impulsionado pelo sucesso das fintechs. Apresentadas como soluções financeiras imediatas, os famosos bancos digitais atraíram um público que gosta de inovação, tecnologia e praticidade, e de quebra fazem parte de um público-alvo que começa a querer investir suas economias e não aceita mais as taxas abusivas cobradas por outras instituições mais tradicionais.

As fintechs têm tudo que atrai o private equity: tecnologia, algo essencial para a continuidade da comunicação nos dias atuais. Uma dessas tecnologias impulsionadas por esses novos modelos bancários é a possibilidade de realizar o controle financeiro dos cartões pelo smartphone. Isso atraiu uma gama de clientes de imediato e os números desse sucesso puderam ser sentidos antes delas completarem uma década.

Nascido em 2014, o Nubank fechou um balanço em 2019 bastante positivo e que revela a oportunidade do private equity em dominar esse mercado em ascensão. Segundo os números divulgados, a economia em tarifas bancárias chegou em R$ 2,6 bilhões, e o sucesso da empresa pôde ser sentido ao passo de que o seu cartão fora utilizado em 189 países, uma cobertura global de 90%.

Com o foco no público jovem e extremamente conectado nas redes, 2019 também foi um ano em que o banco digital chegou à Argentina e ao México, tudo fruto de investimentos em fundos do private equity.

Outro sucesso impulsionado por esse modelo bancário são os empréstimos personalizados para os clientes. Sem a onerosidade das cartas de crédito de outras financeiras, as fintechs oferecem juros mais baixos e possibilidades de pagamento bem mais acessíveis. Ao seguir as falas de Belda, podemos perceber que o investimento em fintechs pode ser a grande entrada e permanência do private equity no Brasil na próxima década.

Fundos de private equity: como funcionam?

O grande objetivo do private equity é injetar aportes financeiros em uma empresa que possui um bom potencial de crescimento, dessa maneira, o investimento acontece como um verdadeiro “ombro amigo”, auxiliando esse novo empreendimento a se valorizar no mercado e melhorar sua gestão interna para atender cada vez mais – e melhor – todos os seus clientes.

Dessa maneira, os fundos recebem investimentos que são oriundos de investimento em outros negócios, evidenciando assim que o private equity pode e deve investir em empresas dos mais variados segmentos dentro de um mesmo país.

Com um investimento maior, essas empresas começam a ganhar um expressivo valor de mercado, fazendo com que suas ações comecem a valorizar e aumentar de preço, sendo o momento dos investidores lucrarem com o fundo.

Embora essa modalidade de investimento possa perdurar durante toda a vida útil da empresa, o private equity tem um caráter temporário bastante marcado, uma vez que o seu objetivo final é de apenas consolidar essas empresas no mercado empresarial e podendo abrir seu capital para participar ativamente de ações na Bolsa de Valores.

Nesse caso, o fundo começa a realizar sua saída do empreendimento por meio da venda da sua parte do negócio e lucrando também nessa frente de mercado.

Além do recebimento de capital, o private equity pode beneficiar a empresa em diversos outros pontos importantes para a sua sobrevivência. Por exemplo, ao garantir um investimento nessa modalidade, o novo negócio pode contar com uma equipe de gestores experientes para melhorar a orientação financeira dessa nova empresa.

Desta forma, a gestão experiente auxilia na melhora da imagem da empresa perante ao mercado em que atua, gerando confiança de outros empresários e investidores do mesmo setor, além de angariar muito mais clientes interessados nos produtos e/ou serviços que a organização oferece.

Como consequência dessa vantagem, a empresa passa também a ser vista como um grande potencial competitivo para outras marcas do mercado e o seu plano de ação pode diversificar seus investimentos para novas frentes, englobando outros mercados dentro do seu ambiente empresarial.

Com isso, os riscos do negócio diminuem bastante e a empresa pode focar em montar um time de colaboradores experientes e engajados com sua missão e valores, profissionais estes que também vão auxiliar no grande crescimento da empresa.

No entanto, a última – porém não menos importante – grande vantagem em manter um fundo de private equity nessa nova empresa é o aumento de recursos, possibilitando a nova entrante a conquistar grande diversidade na manutenção das suas relações internas, valorizando amplamente o profissional que se dedica a ela.

Por fim, podemos perceber que esses fundos realmente precisam estar confiantes juridicamente para realizar esses potenciais investimentos e gerar grandes divisas para a economia, principalmente quando se trata de países em desenvolvimento como o Brasil. Apesar de parecer uma novidade, o private equity já vem deixando sua marca em solo brasileiro desde pelo menos o final dos anos 2000, muito impulsionado pela qualidade das tecnologias de comunicação presentes no país.

Para a década que se inicia, embora os desafios em todo o mundo sejam enormes, o investimento privado continua colhendo boas estimativas para quem deseja abrir um negócio em breve e não sabe por onde começar a obter a expertise necessária para a sobrevivência.

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