Perspectivas da quarentena e as opções dos empresários

Guilherme Succi

Coordenador do curso de Medicina – S. Leopoldo Mandic

Dr. Guilherme Succi voltou ao Painel CMJ para discutir as perspectivas da quarentena, seus reflexos de curto/médio prazo sobre o futuro dos empreendedores e as oportunidades que estão surgindo como resultado das restrições.

A pandemia da Covid-19 pegou o mundo de surpresa. O abrupto fechamento de empresas como uma medida preventiva para conter a disseminação viral levou vários empreendedores a pensarem em alternativas para driblar o cenário devastador da crise sanitária.

Além de precisarem possuir a capacidade de reinvenção, esses empreendedores enfrentam dificuldades em diversas outras frentes, que vão de disputar lugar com novos profissionais liberais que entraram em seus mercados para tentar retomar a renda perdida com o desemprego até planejar estrategicamente o ano de 2021 com base em cenários de incerteza. Em um painel elaborado pelo Conselho Mudando o Jogo, o Dr. Guilherme Succi, coordenador do curso de Medicina da SL Mandic deu algumas perspectivas sobre o futuro da pandemia e da quarentena e discutiu adaptações que os empresários podem realizar em seus negócios para reduzir impactos negativos.  

Na ocasião, Guilherme reforçou que a única forma de corrigir o desequilíbrio causado pela pandemia é o acesso à vacina, porém, o coordenador também chama atenção para as fases de produção da mesma e alerta que o tempo pode variar entre meses a anos para que se tenha uma prevenção realmente eficaz para a população e que não cause danos à saúde.

Com o prognóstico pouco animador para o fim do problema, as empresas não podem esperar tanto tempo assim para voltarem a atuar e serem capazes de girar a economia do país. Conheça agora as alternativas que surgem para esses empreendedores após meses de pandemia.

Desafios e novas oportunidades

O termo empreendedorismo já surge como uma ideia de fazer diferente do tradicional, ou seja, quem deseja investir sua força de trabalho nessa linha deve estar ciente que a capacidade de criação precisa ser um item indispensável. Com a crise pandêmica, essa característica se tornou ainda mais evidente para quem tem um pequeno negócio.

As pesquisas anuais do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revelam que o Brasil deve chegar a 52 milhões de habitantes que se dedicam ao próprio negócio ou estão envolvidos em alguma sociedade com viés empreendedor. Grande parte desse número é composto por Microempreendedores Individuais (MEIs), que contribuem maciçamente para a economia local das cidades onde residem os negócios.

 

Tendências de mercado já apontavam para o aumento da importância de canais de distribuição online, e com as medidas de isolamento social e “lockdown” em diversas cidades, a transformação digital das empresas foi acelerada e a venda online se tornou até mesmo protagonista para a saúde do caixa de muitos empreendedores. Ao mesmo tempo em que as oportunidades surgiam, alguns desafios se mostravam complicados e um deles merece destaque: a dinâmica do comércio online é diferente e muitos dos “novos” empreendedores não encontraram o melhor caminho para o relacionamento com o cliente por meio da internet.

 

A mudança brusca de perspectiva traz a necessidade da criação, reinvenção e capacidade de comunicação online. Em entrevista para o Correio Braziliense, o professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fala sobre a importância da digitalização do negócio. Para ele, a experiência do cliente precisa ser completa nesse ambiente, uma vez que o consumidor — em quarentena ou ainda receoso em sair de casa para fazer compras — vai se apoiar nesse atendimento online buscando suprir expectativas.

Segundo o especialista, empreendedores mais novos e “heavy users” das redes sociais conseguem tirar de letra essa transformação, uma vez que já estão nesse ambiente antes mesmo de iniciarem seus próprios negócios. Outra oportunidade interessante destacada pela gestora do Business Hub da FAAP (Fundação Armando Alves Penteado), Alessandra Andrade, é a possibilidade em investir em serviços que estejam em alta no momento.

Para ela, ainda que a quarentena tenha um fim definitivo, diversas empresas, instituições de ensino e espaços públicos com alta concentração de pessoas continuarão investindo em limpeza e segurança, fazendo esse ser um mercado altamente lucrativo para o futuro.

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Medidas preventivas antes da vacina e retorno gradual também podem ser uma oportunidade para o empreendedorismo

A análise realizada por Alessandra também é evidenciada pela palestra do Dr. Guilherme Succi durante o debate para o Conselho Mudando o Jogo. As instituições de ensino superior, dedicadas aos cursos na área da saúde não podem funcionar por muito tempo apenas no modelo online. Devido à necessidade de novos profissionais para atuar no combate, essas faculdades precisam retomar as aulas práticas presenciais seguindo protocolos rígidos de higienização e segurança.

Dessa forma, cresce a demanda por empresas ou agentes que realizem sanitização de ambientes para que o controle do vírus seja realizado com grande cautela e não cause danos posteriores para a saúde dos presentes. O Dr. Guilherme Succi também destaca para a necessidade de equipamentos de proteção individual para esses alunos e professores, algo que também está sendo exigido de diversos outros setores.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a produção desses materiais não precisa ficar a cargo de grandes empresas voltadas apenas para a área médica. “Face shields” e máscaras caseiras podem ser fabricadas a partir desses microempreendedores individuais que possam estar passando por um período sem muita renda mensal.

Para realizar a produção, é necessário investir apenas na matéria-prima exigida para a eficácia do controle do vírus, sendo um investimento inicial relativamente baixo para quem sofreu o baque financeiro da crise. Dessa classe de empreendedores, muitos deles tiveram que realizar a dispensa de colaboradores para reduzir custos, nesse caso, a mão de obra pode ser substituída por prestadores de serviço conforme o negócio se torne lucrativo.

Reabertura da economia é vista como positiva

O Dr. Guilherme Succi também comenta sobre fechamento de empresas, reaberturas parciais e possíveis aumentos de restrição: durante meses defendeu a reabertura do comércio desde que respeitados os protocolos de prevenção. O discurso defendido por Succi toma como base a necessidade do ser humano em voltar a socializar, sendo algo positivo para a saúde mental, colaborando também para defesas imunológicas.

 

No entanto, o especialista chama atenção para a subida de custos dessas empresas, uma vez que precisarão adquirir serviços e equipamentos para proteção e higienização dos espaços e monitoramento dos sintomas em funcionários e clientes. Com a crise econômica já em curso pelo coronavírus, a tecnologia surge mais uma vez como uma alternativa para o empreendedor.

 

Com o maior uso de canais online e tecnologia, as redes sociais também crescem de importância: Os serviços prestados por esse canal aproximam os clientes das marcas e podem ser úteis em diferentes etapas da jornada do consumidor, como atendimento ao cliente, divulgação, vendas e suporte pós-venda. Alguns segmentos passaram por um processo de transformação muito mais acelerado, como o de restaurantes. 

Como uma medida cautelar, o acesso aos restaurantes de self-service estão limitados para não propagar ainda mais o vírus. A consequência disso é a popularização dos canais de venda online, como aplicativos de delivery e e-commerce, e a mudança de formato para a recuperação do faturamento. Ex: restaurantes de self-service passando a vender online, fazendo delivery e produzindo refeições já embaladas seguindo padrões de higiene e assepsia demandados pela pandemia. 

Veio para ficar: Produção de conteúdo online de qualidade

A fala do Dr. Guilherme Succi sobre a capacidade de conscientização que essas empresas precisam ter com seus funcionários também levanta a oportunidade de ofertas de produção de conteúdo para os canais de comunicação dessas organizações. Empreendedores que se dedicam ao ramo de redação, design e social mídia tiveram um 2020 bem intenso.

Clientes em potencial estão “plugados” muito mais tempo e cada vez mais acostumados aos canais de distribuição online, criando oportunidades de aproximação de desenvolvimento de relacionamento para as empresas. Mas não pense é fácil: com o crescimento da divulgação de conteúdo, houve um aumento da concorrência pela atenção das pessoas e o resultado ficou nas mãos de quem desenvolveu conteúdo de qualidade de verdade.   

Para os empresários que não conseguem internalizar este trabalho, terceirizar e contratar especialistas é uma alternativa viável para aumento de autoridade e de alcance. Por outro lado, postar “qualquer coisa”, apenas por postar, vai ter o efeito contrário: leitores vão sentir a falta de qualidade, associar à sua marca e sua autoridade será reduzida. Faça direito ou não faça.

Conheça mais sobre o nosso trabalho

O Conselho Mudando o Jogo tem como objetivo ajudar a sua empresa crescer mais mesmo em momentos de crise. Através do Painel CMJ, buscamos trazer especialistas em diversas áreas para falar sobre os desafios e conquistas da nova era digital, bem como formas de implementar os negócios físicos.

Em nosso site você pode ter acesso às mentorias elaboradas pelos nossos colaboradores, produtos e depoimentos de quem já nosso cliente e pôde trilhar uma perspectiva de sucesso. 

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A partir desse entendimento, vamos identificar qual turma do CMJ seria mais interessante para você, para o negócio dos outros membros e daremos início a sua preparação e boas vindas a turma: 

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